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Aluguel comercial no Jardim Proença rende 9,24% ao ano, acima da média de Campinas

Aluguel comercial no Jardim Proença
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O que o FipeZAP Comercial de agosto de 2026 mostra sobre Campinas

Campinas registra a segunda maior rentabilidade de aluguel comercial entre as dez cidades monitoradas pelo índice. A venda comercial custa em média R$ 6.866 por metro quadrado, com alta de 0,78% no mês, 3,08% no ano e 4,58% em 12 meses. A locação comercial fica em R$ 49,81 por metro quadrado, com avanço de 0,94% no mês, 4,26% no ano e 7,23% em 12 meses.

Campinas (SP) — Índice FipeZAP Comercial

Campinas registra a 2ª maior rentabilidade de aluguel comercial entre as dez cidades monitoradas pelo índice.

Segmento Preço/m² Mês Ano 12M
Venda Comercial R$ 6.866 +0,78% +3,08% +4,58%
Locação Comercial R$ 49,81 +0,94% +4,26% +7,23%

O aluguel subiu mais rápido do que o preço de compra, e isso sustenta o rental yield de 8,87% ao ano, ou 0,74% ao mês. O indicador é o aluguel mensal por metro quadrado dividido pelo preço de venda por metro quadrado, multiplicado por 12. Ele é bruto e não desconta vacância, IPTU, condomínio nem manutenção.

No conjunto das dez cidades, o aluguel comercial acumula alta de 11,21% em 12 meses, contra 2,20% da venda.

Aluguel comercial no Jardim Proença: o metro quadrado de compra mais barato da amostra

Na locação, o bairro paga em média R$ 31,22 por metro quadrado, alta de 7,4% em 12 meses. É o segundo aluguel mais baixo da amostra, acima apenas do Centro, com R$ 29,01. O Jardim Flamboyant chega a R$ 140,73 por metro quadrado, valor que destoa de todos os outros bairros e pede cautela como referência de mercado.

Como chegamos aos 9,24%: o rental yield do Jardim Proença

O FipeZAP publica o rental yield oficial apenas no nível municipal. O número do Jardim Proença é uma estimativa que aplica a fórmula do próprio relatório aos preços divulgados para o bairro: R$ 31,22 divididos por R$ 4.056 resultam em 0,77% ao mês, ou 9,24% ao ano.

Leia o resultado com ressalvas. Os preços de venda e de locação vêm de amostras de anúncios diferentes, e num bairro com poucos imóveis comerciais cada anúncio pesa muito na média. O cálculo serve de referência para comparar bairros, não de promessa de retorno.

Com a mesma conta, o Cambuí fica em cerca de 9,08% ao ano e o Centro em cerca de 7,61%. O Jardim Proença aparece acima dos dois e da média da cidade porque o preço de entrada é baixo em relação ao aluguel que o mercado pede.

Piscinão Proença (RP1): a 550 metros do bairro

O Reservatório Proença, conhecido como Piscinão Proença ou RP1, é a obra de drenagem do Plano de Controle de Enchentes de Campinas, instalada na Praça de Esportes Paranapanema, com acesso pela Avenida Imperatriz Dona Amélia. A distância até o Jardim Proença é de cerca de 550 metros, ou um minuto de carro. O nome não é coincidência de endereço já que a obra fica ao lado do bairro do índice.

O reservatório foi projetado para reter 120 milhões de litros de água da bacia do Ribeirão Anhumas. O investimento é de R$ 220 milhões, segundo a Prefeitura, e a entrega está prevista para junho de 2027, um ano depois do cronograma original. Uma obra de macrodrenagem não zera o risco de enchente. Ela reduz a frequência e a intensidade dos alagamentos na área de contribuição do sistema, e é essa redução que incorporadoras levam em conta ao precificar projetos.

Avenida Princesa D’Oeste: alagamento crônico e interdição até fevereiro de 2027

A principal avenida do Jardim Proença é a Princesa D’Oeste, que sofre há anos com alagamentos. É nela que o RP1 tem efeito direto e também onde a obra pesa mais no dia a dia. Segundo a Prefeitura, as interdições em trechos da via seguem até fevereiro de 2027 para viabilizar a continuidade das obras. Um dos trechos, entre as ruas Joaquim de Paula Souza e Joaquim Roberto de Azevedo Marques, está bloqueado desde o início de julho e não tem previsão de liberação. O cruzamento com a Rua Joaquim Roberto de Azevedo Marques foi interditado em julho, perdeu os semáforos e já reabriu.

Os bloqueios ocorrem por trechos, para que duas travessias não fiquem fechadas ao mesmo tempo. Na avenida, as equipes escavam e instalam aduelas, estruturas que conduzem a água, e constroem caixas e bocas de lobo para completar o sistema de drenagem. No reservatório, a escavação dos poços A, B e C segue em andamento.

Para quem avalia um imóvel comercial na Princesa D’Oeste, a leitura é dupla. A obra ataca o problema que mais afeta o bairro, mas até fevereiro de 2027 o acesso segue restrito, e a proteção plena só vale com o reservatório concluído, em junho de 2027.

O que o RP1 ainda não prova sobre o retorno do Jardim Proença

A venda comercial no bairro subiu 9,9% em 12 meses, mais que o dobro dos 4,58% de Campinas. É tentador atribuir a diferença ao RP1, e a hipótese faz sentido para um bairro cuja avenida principal alaga. Mas o FipeZAP não isola o efeito da obra, e um preço de partida baixo também amplia qualquer percentual de alta. O mesmo vale para a locação: o índice de agosto cobre um período em que a Princesa D’Oeste já tinha trechos fechados, e não dá para separar quanto isso pesou nos R$ 31,22 por metro quadrado.

O retorno tem outro ponto de atenção. O preço de venda subiu 9,9% e o aluguel, 7,4%. Se a diferença persistir, o rental yield do Jardim Proença tende a cair, porque o denominador cresce mais rápido que o numerador. Antes de comprar, compare os R$ 31,22 do índice com os contratos vigentes nas ruas do bairro e confira se o ponto comercial fica em trecho afetado pelas interdições.

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