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Connected Smart Cities Campinas 2025 e o que a 13ª posição revela

Connected Smart Cities Campinas 2025: o que a 13ª posição diz ao mercado imobiliário

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O levantamento do Connected Smart Cities Campinas 2025 é conduzido pela SPIn, sigla para Soluções Públicas Inteligentes, em parceria com a Scipopulis, empresa de análise de dados urbanos.

Nesta edição, o estudo mapeou pela primeira vez mais de 5 mil municípios brasileiros, ampliando de forma expressiva a base de comparação em relação a anos anteriores, quando o recorte ficava em torno de 700 cidades.

Essa mudança altera a leitura do dado.

Uma queda de posição pode indicar tanto perda relativa de desempenho quanto simples aumento da concorrência dentro da própria base de municípios avaliados.

Vale registrar o contexto histórico para quem chegou agora ao boletim. Campinas já ocupou o topo do ranking geral em 2019, ano em que também liderou as categorias de porte populacional acima de 500 mil habitantes, região Sudeste, economia e tecnologia e inovação.

A comparação entre aquele resultado e a posição atual mostra menos uma queda de qualidade nos serviços urbanos e mais o efeito de um ranking que cresceu de 666 para mais de 5 mil municípios avaliados no mesmo período.

A metodologia por trás da nota 56

A nota do Connected Smart Cities Campinas 2025, aqui entendida como a pontuação de avaliação atribuída pelo ranking e não como qualquer outro tipo de nota administrativa municipal, é calculada a partir de 75 indicadores distribuídos em 13 eixos temáticos.

Eixo temático, neste contexto, significa uma categoria de análise, como mobilidade, habitação e urbanismo, meio ambiente, saneamento, governança e telecomunicações, e não um eixo geográfico ou viário da cidade.

A estrutura toma como referência as normas ISO 37120, 37122 e 37123. A primeira trata de indicadores de serviços urbanos e qualidade de vida, cobrindo áreas como educação, saúde e segurança pública. A segunda mede maturidade digital e capacidade de inovação municipal, com foco em infraestrutura tecnológica e governo eletrônico.

A terceira avalia resiliência urbana, ou seja, a capacidade da cidade de manter serviços essenciais em situações de crise, como enchentes ou falhas de abastecimento. Juntas, essas três normas formam a espinha dorsal técnica do ranking e explicam por que a nota de Campinas resulta de dados administrativos reportados por órgãos oficiais, não de pesquisas de opinião ou percepção pública de moradores.

Por que a posição regional pesa mais que a nacional para análise de mercado

A 9ª colocação de Campinas no Sudeste é o dado mais útil para quem analisa o setor imobiliário da cidade. Essa posição compara Campinas com pares reais de porte populacional, renda e dinâmica urbana, como São Paulo, Vitória, Niterói e Belo Horizonte, em vez de compará la ao universo inteiro de municípios brasileiros, que inclui cidades muito menores e com estrutura administrativa distinta.

Uma diferença de duas ou três posições dentro do recorte regional costuma refletir gargalos pontuais em eixos específicos, geralmente mobilidade urbana ou saneamento, e não uma reversão estrutural na trajetória da cidade.

Campinas manteve nota historicamente próxima à de edições recentes. O que mudou foi o tamanho da base de municípios avaliados, fator que interfere diretamente na posição relativa sem necessariamente indicar retrocesso real nos indicadores urbanos que sustentam decisões de investimento imobiliário na região.


A webprop é uma plataforma de análise imobiliária voltada para Campinas e região. Ela produz relatórios baseados em dados de transações locais e nos padrões de busca do mercado.

O boletim semanal IN ImobNow organiza informações para corretores e executivos do setor, apoiado por mais de dez anos de acompanhamento do interior paulista.

A integração entre indicadores de cidades inteligentes e dados de transações locais possibilita:

  • correlacionar desempenho em rankings de sustentabilidade com padrões de valorização;
  • segmentar a demanda conforme o perfil de compradores e investidores;
  • antecipar tendências de ocupação territorial a partir da infraestrutura planejada;
  • acessar dados estruturados para análises técnicas contínuas.

Profissionais do mercado imobiliário em Campinas podem acompanhar informações sistematizadas pelo IN ImobNow, que publica análises periódicas sobre valorização, densidade e perfil de demanda na região.

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