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Resumo da semana
Campinas fechou junho de 2026 com o segundo maior yield comercial entre as dez cidades do Índice FipeZAP — 8,86% ao ano, atrás só de Salvador. Isso quer dizer que quem compra uma sala comercial na cidade hoje recupera, via aluguel, uma fatia maior do capital investido do que quem compra em São Paulo, Rio de Janeiro ou Belo Horizonte. E o preço médio de venda por metro quadrado (R$ 6.786) segue quase 23% abaixo da média nacional (R$ 8.774), o que mantém a porta de entrada mais baixa sem comprometer o retorno.
O essencial
- Yield de 8,86% a.a. em Campinas contra 7,56% da média nacional e 6,13% do residencial — a maior distância favorável a Campinas desde que a série comparativa começou a ser acompanhada de perto pela redação.
- Venda em alta de 3,66% em 12 meses, mais que o dobro da variação nacional (+2,14%), mesmo com preço por m² ainda abaixo da média das dez cidades.
- Locação subiu 8,44% em 12 meses — forte, mas abaixo do salto nacional de +11,49%, sinal de que o aluguel comercial em Campinas ainda tem espaço para reprecificar antes de esgotar o gás da valorização recente.
- Cambuí não é o bairro mais caro da cidade. Aparece em sétimo lugar em preço de venda no ranking da Fipe, atrás de Jardim Nossa Senhora Auxiliadora, Jardim Flamboyant, Jardim Santa Genebra, Vila Costa e Silva e Bonfim.
- Guanabara, Nova Campinas e Parque Prado ficaram de fora do ranking por volume insuficiente de anúncios no período — não por desempenho fraco. Quem investe nessas regiões precisa de dado de rua, não de índice agregado.
Panorama nacional: Campinas rende mais do que capitais maiores
O Índice FipeZAP de Venda e Locação Comercial, produzido pela Fipe em parceria com o Grupo OLX (Zap, Viva Real e OLX), acompanha preços de salas e conjuntos de até 200 m² em dez cidades brasileiras a partir de anúncios reais publicados na internet. Campinas integra o levantamento desde 2019, e o informe de junho de 2026 deixa claro que a cidade joga em outra categoria quando o assunto é retorno sobre aluguel.
Segundo maior entre as dez cidades monitoradas, atrás apenas de Salvador (11,43% a.a.) e à frente de São Paulo (7,33%), Rio de Janeiro (7,94%) e Belo Horizonte (6,71%).
Quase 23% mais barato que a média das dez cidades (R$ 8.774/m²), o que reduz a barreira de entrada para quem quer começar a investir em imóvel comercial sem o ticket de São Paulo ou Curitiba.
Mais que o dobro da variação nacional (+2,14%), mostrando que a valorização em Campinas está andando mais rápido do que na média das praças acompanhadas pelo índice.
Recorte local: o que sustenta o yield de Campinas
Dois números, lidos em conjunto, explicam por que Campinas performa acima da média nacional — e por que essa combinação dificilmente vai se repetir por muito tempo sem ajuste de preço.
Abaixo da média nacional (R$ 53,37/m²), mas subindo em ritmo forte: +8,44% em 12 meses.
Abaixo do salto nacional (+11,49%), o que sugere que o aluguel comercial na cidade ainda não reprecificou na mesma velocidade da venda — e tem espaço para continuar subindo.
Usado pela Fipe como parâmetro de comparação, fica quase 2,7 pontos percentuais abaixo do yield comercial de Campinas, reforçando o apelo do segmento comercial para quem busca renda.
Em Campinas, comprar mais barato e alugar por mais perto da média nacional é a equação que sustenta o melhor yield comercial fora de Salvador.
O motivo prático por trás desses números é simples: o preço de compra contido mantém o denominador do cálculo de rentabilidade baixo, enquanto o aluguel — ainda em trajetória de alta, mesmo que mais lenta que a média nacional — segue empurrando o numerador para cima. É essa combinação, e não um único fator isolado, que garante à cidade uma posição de destaque no ranking nacional.
Comparação por bairro: onde o dinheiro está indo (e onde a Fipe não enxerga)
É importante separar dois níveis de leitura aqui. O relatório da Fipe informa apenas preço médio de venda e locação por bairro e a própria nota metodológica do documento deixa claro que a instituição não calcula nem divulga rentabilidade nesse recorte. Qualquer yield por bairro citado no mercado é estimativa de terceiros, não dado oficial do índice.
Feita essa ressalva, os dez bairros com maior representatividade no índice de Campinas em junho de 2026:
Venda (R$/m²)
Locação (R$/m²)
Cambuí - 7º lugar em preço de venda. O bairro mais associado a padrão corporativo alto na cidade fica atrás de Jardim Santa Genebra e Vila Costa e Silva, regiões que concentram condomínios corporativos e clínicas de padrão elevado com ticket mais alto, mesmo com menor volume histórico de anúncios.
Jardim Flamboyant - locação a R$ 139,66/m². Valor muito acima do restante do ranking, com alta de +24,6% em 12 meses — provavelmente reflexo de um número reduzido de imóveis de altíssimo padrão na amostra, e não um novo patamar para o bairro como um todo.
Guanabara, Nova Campinas e Parque Prado - ausentes do ranking. Três regiões com forte vocação de saúde, serviços e varejo de vizinhança não aparecem entre os dez bairros da Fipe para Campinas. A ausência não indica baixo desempenho: apenas volume de anúncios comerciais insuficiente para compor o recorte no período analisado.
Cambuí - variação de venda de apenas +1,7%. Fica abaixo de Jardim Proença (+9,4%) e Jardim Santa Genebra (+10,3%), o que reforça a leitura de um bairro de prestígio já precificado, e não o de maior valorização recente da cidade.
Centro - menor preço médio de venda (R$ 4.457/m²). Sustenta a tese de que a região segue como opção viável para quem busca metragem maior por valor de aquisição menor, especialmente em operações de retrofit.
Como agir antes dos outros
O diagnóstico está posto: Campinas rende mais do que capitais maiores, mas o dado por bairro exige um filtro mais fino do que a média da cidade. Isso muda a forma como decisões de compra e locação deveriam ser tomadas nas próximas semanas.
Cruze o preço com a média do bairro antes de negociar
Um imóvel ofertado acima da média local reduz o yield projetado mesmo que o aluguel esteja em alta.
Calcule o yield estimado, não use o yield agregado da cidade
A Fipe não divulga rentabilidade por bairro, então qualquer decisão de compra para renda exige simular venda e locação de imóveis comparáveis na mesma região.
Olhe além do ranking de dez bairros da Fipe
Guanabara, Nova Campinas e Parque Prado ficaram fora por volume de anúncios, não por fraqueza de mercado; exigem base de dados com granularidade de rua.
Priorize locação em bairros com variação ainda contida
Cambuí (+18,4% na locação) e Jardim Proença (+13,2%) mostram espaço de reprecificação que ainda não se esgotou.
Reavalie a tese do Cambuí como "bairro mais caro"
A percepção de mercado não bate com o dado de venda da Fipe, o que pode abrir espaço de negociação em imóveis superprecificados pela reputação do bairro.
Régua de decisão (quando vale a pena)
A decisão entre comprar para investir e alugar para operar muda de acordo com o horizonte e o perfil de risco de quem está avaliando.
- Investidor buscando renda com preço de entrada contido: Campinas atende bem — preço médio de venda 23% abaixo da média nacional, com yield acima da média (8,86% a.a.).
- Empresa buscando prestígio de endereço, sem prioridade de custo: Cambuí, Jardim Nossa Senhora Auxiliadora e Jardim Flamboyant seguem como referência, mas a mensalidade e o preço de compra vêm com o selo do bairro embutido no valor.
- Negócio em expansão buscando metragem maior por menos capital: Centro e Jardim Proença aparecem como as opções com menor preço médio de venda no ranking, com potencial de retrofit.
Para quem tem caixa disponível e busca renda recorrente, Campinas oferece hoje uma das melhores relações entre preço de entrada e rentabilidade de aluguel comercial do país, mas essa vantagem depende de escolher o bairro certo, e não apenas confiar na média da cidade.
Essa combinação de preço de compra contido e aluguel em trajetória de alta não costuma durar indefinidamente: à medida que mais investidores identificarem o yield de Campinas, a tendência natural é a compressão gradual dessa margem pela via do preço de venda subindo mais rápido que o aluguel, o que já começa a aparecer na variação de +3,66% da venda contra +8,44% da locação nos últimos 12 meses.
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Tenho InteressePerguntas frequentes
Qual é a rentabilidade do aluguel comercial em Campinas em 2026?+
Segundo o Índice FipeZAP de junho de 2026, o yield médio da cidade é de 8,86% ao ano, acima da média nacional das dez cidades monitoradas (7,56%) e do yield residencial projetado (6,13%).
O Cambuí é o bairro mais caro de Campinas para imóveis comerciais?+
Não, segundo os dados da Fipe. No ranking oficial de junho de 2026, o Cambuí ocupa a sétima posição em preço de venda, atrás de Jardim Nossa Senhora Auxiliadora, Jardim Flamboyant, Jardim Santa Genebra, Vila Costa e Silva e Bonfim.
Guanabara e Nova Campinas aparecem no Índice FipeZAP?+
Não. O relatório de junho de 2026 lista apenas os dez bairros com maior volume de anúncios comerciais em Campinas, e nenhum dos dois consta nessa lista. Isso não significa baixo valor de mercado, apenas volume insuficiente de anúncios no período para compor o índice.
Vale a pena comprar um imóvel comercial em Campinas para alugar?+
Os números do índice sustentam essa tese: o preço médio de compra na cidade (R$ 6.786/m²) fica abaixo da média nacional, enquanto o yield do aluguel (8,86% a.a.) fica acima dela. A decisão final, porém, depende do bairro e do tipo de imóvel — o que exige análise além do dado agregado por cidade.
Fonte dos dados: Índice FipeZAP de Venda e Locação Comercial, informe de junho de 2026 (Fipe / Grupo OLX). Metodologia e séries completas disponíveis em fipe.org.br.
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